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domingo, 29 de janeiro de 2017

Dívida com fábrica gerou busca e apreensão dos ônibus da empresa Rosa

Uma dívida de R$ 23.374.403,75 com o banco Mercedes Benz foi a causa do esvaziamento da garagem da empresa Rosa, na manhã deste sábado, com a apreensão de um número estimado em 50 veículos. A empresa sofreu uma ação de busca e apreensão, concedida pela juíza Regianne Xavier no dia 24, terça-feira.

A dívida é referente ao pagamento de parcelas atrasadas desde agosto, de financiamento no valor de R$ 6,75 milhões, assinado em 24/02/2012, antes, portanto, da empresa vencer a licitação para operar em Feira de Santana.

“O financiamento foi de R$ 6,75 milhões, para pagamento em 56 parcelas mensais, vencendo a primeira em 16 de junho de 2012 e a última com vencimento em 15 de março de 2017, sendo que o réu deixou de efetuar o pagamento a partir da 50ª parcela vencida em 15/09/2016”, diz o advogado da Mercedes no processo.

A apreensão em um sábado e com os ônibus na garagem foi sugestão do próprio solicitante. “Se os referidos ônibus estiverem em trânsito pela cidade, o cumprimento tornar-se-á quase impossível e poderá trazer grandes transtornos ao trânsito e aos demais cidadãos”, observa o advogado João Gabardo Filho, de Curitiba, ao pedir a apreensão.
“Tendo em vista a quantidade de ônibus a serem apreendidos, para êxito no cumprimento da liminar, o mandado, necessariamente, deverá ser cumprido em horário e dia em que serão maiores as chances de encontrar o maior número possível de ônibus no pátio onde ficam estacionados (…) ou seja, no período das 20 horas às 5 horas”.

O montante da dívida informado no processo inclui o pagamento das parcelas atrasadas, multa, encargos de mora, custas processuais e honorários dos advogados.

Vídeo que circula no Whatsapp mostra os ônibus sendo levados em uma rodovia. De acordo com o advogado do banco, os contratos foram rescindidos devido ao atraso no pagamento e “cabe ao autor o direito de fazer apreender os bens que lhe foram alienados e em seguida promover a sua venda”.

A Via Feira, organização que reúne as duas empresas que operam o transporte coletivo em Feira de Santana, emitiu nota neste sábado dizendo que o serviço na cidade não foi afetado, porque foi posta em uso a frota reserva e que “o ocorrido na Empresa Rosa foi de ordem administrativa e está sendo contornado pela sua equipe jurídica”. São explicações idênticas às fornecidas pela manhã pelo secretário de Transportes e Trânsito do município, Pedro Boaventura.

Segundo a Via Feira, com a frota reserva de 10% de ônibus adicionais, foi possível “suprir plenamente esta demanda”.

Por: Glauco Wanderley (Tribuna Feirense), com fotos de Rogério Silva

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