Recentemente, parentes de pessoas que foram assassinadas em Feira de Santana e região precisaram esperar, e muito, para que os corpos das vítimas fossem liberados para os sepultamentos, pelo motivo do Departamento de Polícia Técnica (DPT) deste município precisar esperar pelos resultados dos exames de raio x que foram solicitados ao Instituto Médico Legal de Salvador, para descobrir projéteis que não foram localizados nos corpos ou até mesmo detectar fraturas provocadas por espancamentos ou cacetadas.O Central de Polícia conseguiu declarações surpreendentes do Coordenador do DPT de Feira de Santana, Rogério Serafim (foto), concedidas ao repórter Denivaldo Costa. Uma delas é que existe no órgão deste município um aparelho de Raio X, que está sem funcionar há mais de 12 anos. Segundo Rogério, o aparelho está no DPT há cerca de 15 anos.
Em entrevista à nossa reportagem, Rogério Serafim informou que tentou ativar o serviço de raio x, com alguns testes, mas não foi possível. Os motivos são os mais diversos: falta de uma sala adequada para comportar o aparelho, um profissional qualificado para manuseá-la, além de pessoas treinadas e local para revelar as chapas de raio x. O coordenador disse que apesar do tempo sem utilização, técnicos da capital verificaram através de testes que o aparelho ainda funciona.Rogério explicou que a demora na liberação dos corpos é em decorrência da necessidade em refazer alguns exames para tirar qualquer dúvida e por isso são enviados para o IML de Salvador. Segundo ele, isso envolve uma série de percalços como disponibilidade do rabecão, atendimento do IML da capital e por fim, a análise dos peritos de Feira de Santana. " A reativação dos serviços vai melhorar o atendimento, ajudando a equipe médica e ao mesmo tempo, a satisfação da sociedade", declarou.
Ele revelou que não existe um prazo determinação para reativação do serviço de Raio X, no DPT de Feira de Santana, mas a coordenação local, do interior e a direção geral dos órgãos tem empreendido esforços para o seu funcionamento, o mais rápido possível.
Redação do Central de Polícia, com reportagem de Denivaldo Costa
Nenhum comentário:
Postar um comentário