Na manhã desta quinta-feira ( 1), os Escrivães e
Investigadores da Polícia Civil, do Estado da Bahia, irão realizar a II
Plenária Unificada com o intuito de organizar, intensificar as ações e apontar
as diretrizes da Campanha “ Pelo Salário de Nível Superior”, das 9hs
às 12hs, na sede da Associação dos Funcionários Públicos do Estado da Bahia(
AFPEB), localizada na Carlos Gomes, centro da capital baiana. O evento vai
contar com a participação de escrivães e investigadores de Feira de
Santana, Ilhéus, Itabuna, Jacobina, Paulo Afonso, Vitoria da Conquista,
Salvador, Região Metropolitana e diversos municípios baianos. A
categoria teve reuniões com a SERIN e a SAEB mas não obteve nenhum
retorno do Governo do Estado. Esse grupo de policiais não reconhece o SINDPOC
(Sindicato Dos Policiais Civis do Estado da Bahia) como representante das
lutas e pautas reivindicadas.
O intuito desta segunda Plenária promovida pela categoria
é organizar a próxima etapa da campanha e prometem fazer
" operação padrão" e paralisar as atividades. O evento tem
como finalidade organizar a Campanha envolvendo a categoria em
atividades lúdicas, humanitárias, realização de manifestações e atos
políticos com o intuito de sensibilizar o Governo e a sociedade da
necessidade de valorização dos investigadores e escrivães .
A Lei Orgânica da Policia Civil do Estado da Bahia (
nº 11.370/2009 )modificou a natureza da função dos escrivães e investigadores
que, anteriormente, era considerada como carreira de nível médio e passou a ser
classificada como técnico-científico de nível superior. Essa alteração da lei,
entretanto, não foi acompanhada por uma mudança no enquadramento da
tabela salarial. Inclusive, no último concurso público realizado em 2013,
já foi exigido a escolaridade de nível superior completo aos candidatos.
O Deputado Estadual Marcelino Galo (PT-BA), atual Presidente
da Comissão de Segurança Pública da Assembléia Legislativa, elaborou um projeto
no qual reivindica a inserção dos escrivães e investigadores na faixa
salarial equivalente à exigência de escolaridade que consta na lei
Orgânica do Estado e fez a indicação do projeto ao Governador Rui Costa. “
A finalidade da Plenária é discutirmo quais estratégias vamos utilizar
para pressionarmos o Governador a encaminhar o projeto à Assembleia
Legislativa para que seja ser votado pelos deputados estaduais e depois
sancionado pelo Governo baiano" , salientou Kleber Rosa, um dos
Coordenadorres da campanha.
O investigador Kleber Rosa destaca que existe uma
discriminação funcional na Policia Civil do Estado. O sindicalista enfatiza que
a Lei Orgânica da Polícia Civil exige formação em nível superior, em qualquer
área, para ser Perito Criminal, escrivão e e investigador. Entretanto, a
categoria continua recebendo o salário equivalente ao nível
superior. " "Os peritos, atualmente, recebem 70% dos
proventos dos Delegados e nós recebemos menos de 30%. Os Peritos
Criminais recebem o salário inicial de R$ 6.708,69. Enquanto isso, nós
Investigadores e Escrivães recebemos apenas um salário inicial de R$
2.665,91", explica Rosa.
*Esse abismo salarial existente entre os Peritos e os
Investigadores e Escrivães é inaceitável porque provoca desequilíbrio
institucional na relação profissional e compromete profundamente a eficiência
do trabalho policial. O Governo do Estado tem que entender que o nosso trabalho
de Policia Investigativa é a base de sustentação da Policia Judiciária",
pontuou Kleber Rosa.
Fonte: Ascom.

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