quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Lembrança: 11 anos sem o repórter policial Erivaldo Cerqueira

Nesta quarta-feira, 4 de fevereiro, completam 11 anos da morte do saudoso repórter policial Erivaldo Cerqueira e o Blog Central de Polícia faz questão de lembrar do inesquecível e inimitável "Bigú". Erivaldo fez história no rádio de Feira de Santana, principalmente nos programas policiais.

As expressões deixadas nas suas reportagens ou nas apresentações de programas são inesquecíveis e até hoje são repetidas por colegas como esta: " Deixa o prego que o martelo chama". Ele era irreverente e não se importava com as críticas e na realidade tinha gente que suava frio quando Bigú empunhava um microfone e descia a "madeira".

Também arrancava gargalhadas quando disparava "hoje eu estou liso, hoje é sexta-feira barra forte e quem pode comer bacalhau, come bacalhau, mas quem não pode se acaba no morre sambando como eu" se referindo à moqueca de sardinha. " Abra essa boca cheia de dentes e não me esconda nada ", era outra frase marcante. São várias frases de efeito que ficaram imortalizadas na voz de Erivaldo Cerqueira.

Boca Livre, Bate Pronto Policial e Bom Dia Bahia foram os últimos programas realizados por Erivaldo na rádio Subaé AM de Feira de Santana e cada um tinha seu público cativo. Ele tinha o desejo de concorrer a um cargo público, mas ficou doente e faleceu no Hospital Dom Pedro de Alcântara. Erivaldo Cerqueira trabalhou em várias emissoras da cidade e fez coberturas de fatos policiais que marcaram época em Feira e na região. Também foi repórter esportivo, mas seu forte era a reportagem policial. Com seu jeito único, Erivaldo conseguia ter audiência em qualquer horário do rádio.

Algumas homenagens foram feitas no município ao repórter Erivaldo Cerqueira como a sala de imprensa do Complexo Policial Investigador Bandeira, que leva o seu nome e um parque esportivo no seu querido bairro Baraúnas.

A história do radialista Erivaldo Cerqueira é muito interessante e até hoje provoca comentários dos colegas, e caberia ser contada em um livro, ou em mais de um. Se parássemos para ouvir relatos de colegas e personalidades entrevistadas por ele, teríamos material suficiente para escrever um livro. Nós que fazemos o Blog Central de Polícia convivemos de perto com Erivaldo e prestamos esta singela homenagem ao homem que "girava a máquina da informação".

O FATO E O FATO

Após seu programa das madrugadas e depois de uma passadinha pelas Baraúnas, Erivaldo Cerqueira fazia sua ronda diária dirigindo seu próprio carro enfeitado de propaganda.

Numa dessas rondas a informação que um homem havia sido esfaqueado e levado ás pressas (não existia Samu) para atendimento hospitalar. Muitas pessoas ainda estavam no local do crime. Entre elas uma mulher, amante da vítima visivelmente desesperada.

Erivaldo se aproxima e pergunta no seu estilo inconfundível: Abra a boca e não me esconda nada: Como foi o fato minha senhora?

A mulher, confusa fornece uma resposta hilariante, que contrasta com o momento trágico: Não, seu Erivaldo. A facada foi forte, mas o fato dele não caiu não...

Por: Rivaldo Ramos, com informações de colegas e arquivo do blog Por Simas.

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