quinta-feira, 22 de maio de 2014

Falta de pavimentação na Queimadinha gera protesto

Um dos sentidos da avenida José Falcão da Silva foi bloqueado por moradores do bairro Queimadinha na manhã desta quinta-feira (22). Eles atearam fogo em pneus em protesto contra a falta de pavimentação e rede de esgoto em várias ruas do bairro.

O morador José Vicente Neto, que participou da manifestação, explicou que há anos a comunidade vem buscando junto ao município a solução para os problemas de pavimentação e saneamento básico.

“Na Rua Rondônia, por exemplo, não passa veículo pequeno, nem bicicleta e os pedestres passam no passeio no meio da lama. A rua ainda está infestada de mosquitos e ratos e queremos um apoio da Prefeitura, só iremos liberar a pista após a visita de alguém da Prefeitura, se possível do prefeito para vê de perto o que está acontecendo na Queimadinha”,explicou.
Por conta da manifestação um congestionamento se formou em vias do centro da cidade e no Anel de Contorno. A Polícia Militar está no local negociando com os moradores para liberar a pista. 

O secretário de Desenvolvimento Urbano, José Pinheiro, disse que todas as ruas na região do Galpão do Amendoim, na Queimadinha, na parte baixa da Lagoa do Prato Raso estão em área proteção ambiental. Foi realizada uma tentativa de construção de um canal de escoamento, mas que não foi autorizado pelo Ministério Público. “Vai abrir uma grande drenagem na própria lagoa. Entupiram a parte baixa da lagoa e agora a água está represando na parte calçada, que era da lagoa. Há 12 anos, a Polícia foi apedrejada quando tentamos não permitir construções na área”, comentou. 
O gestor disse que no local tem esgotamento sanitário e que caso não exista ligação em alguma casa, a solicitação deve ser feita a Embasa. “A Prefeitura não pode fazer pavimentação dentro da água. Isso é inviável”, comentou.

Para Pinheiro, a solução é relocar os moradores da região em empreendimentos do Minha Casa, Minha Vida. “O Ministério Público não quer que acabe com o existe da lagoa. Para secar aquelas águas, teria que secar a lagoa. Tem ruas ali que serão engolidas. Quando se aterra a lagoa, as aguas vão para um local mais baixo, como aquelas ruas. Isso tem que ser resolvido entre a Prefeitura, comunidade e Ministério Público”, finalizou. 

As informações são do Folha do Estado/ Mario Filho.

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