O assassinato do jovem
Victor Hugo Deppman, em um assalto, por um menor que estava há 3
dias de completar 18 anos, chocou o país, especialmente porque o
jovem entregou o celular e não reagiu. O atirador chegou à delegacia
afirmando ser menor. O crime reabriu a polêmica sobre a redução da
maioridade penal no Brasil já que este menor estará livre em um tempo
muito curto. Apesar da proposta ser aprovada por 85\% da população
em pesquisa no site da Tribuna e em outras pesquisas, o governo, ONGs,
sociológos, politicamentes corretos e outros sairam a campo
contra a mudança na lei.
O
governo é contra porque aumentaria o número de presos em um sistema já
sobrecarregado e pioraria as já vergonhosas estatísticas sobre crime. Além
disso, as condições dos presídios naiconais são uma vergonha e nada
mudaram neste últimos dez anos, o que traz, subjacente, a ideia de que não
é socialmente aceitável colocar nossos jovens na cadeia e não em centros de
reeducação social ( como se fossem muito diferentes).
Alguns defendem
a manutenção da lei argumentando que o menor delinquente é uma vítima da
"sociedade", motivo pelo qual teria de ser mantido apenas como
autor de um " ato infracional". Estes, confundem correlação com
efeito causal, ao achar que pobreza e crime estão diretamente
relacionados. Outros, apontam
a suposta imaturidade do cérebro do adolescente como antecedente, mas é
bom lembrar que não há ponto de corte, etário, único, para
desenvolvimento, ou “amadurecimento” do córtex cerebral, logo não podemos ir
por este caminho. Ou teríamos que mudar para, ao menos, 25 anos, e perdoar
adultos que não amadureceram o cortex " ao nível desejado" . A
fisiologia não é um argumento adequado para apoiar este debate.
Nos
demais países desenvolvidos do mundo - que, como é lógico, sabem menos do que
nós-, como EUA, França, Canadá, etc, a idade para punição por crime é
menor. Já o Brasil, farol da humanidade, tem um dos maiores limites
penais, acompanhado da Colombia. A verdade é que colocarmos um jovem com uma
arma na mão que sabe que terá punição limitada pelo crime que cometer é
estimular e oferecer a oportunidade para que ele cometa a
transgressão. Infelizmente a família de Victor descobriu isto da
pior maneira. A noção
de erro e acerto aparece de forma muito precoce no indivíduo e, além
disso, o nível de informação circulante hoje em dia é muito expressivo, não
justificando-se mais que algum jovem esteja desinformado sobre a noção de
matar, ou de sua proteção pelo Estatuto do Adolescente.
Aliás,
não se trata sequer de reduzir a maioridade penal, mas de permitir que cada
crime seja julgado de acordo com sua gravidade, como, aliás, é um dos
princípios da lei. É até aceitavel que se mantenha a maioridade penal para
crimes pequenos, mas, jamais, podemos continuar a aceitá-la para crimes
analógos aos hediondos. Não se pretende com isso resolver todas as questões de
segurança do país, mas evitar que eles sejam usados por outros bandidos e
que outras famílias estejam arrasadas, aos pedaços, como está a de Victor,
porque um menor armado sabe que ficará com o nome limpo se atirar.
Por: César Oliveira (Tribuna Feirense) e imagem
ilustrativa.

Esses que defendem é porque nunca tiveram armas apontadas para sua cabeça! Pergunta se algum filho de politico que estar no poder anda sem segurança! Claro que não, quando morrer algum parente de políticos ou desses que se dizem dos direitos desumanos e desiguais pois estão lá para defender criminosos, mais não estão nem ai para vitimas inocentes ai ligeirinho se reúnem para fazer costuras nas 'leis'.
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