Ela comenta que os motivos que levam uma pessoa a entrar para o mundo do crack são bem relativos. De acordo com alguns relatos no Caps, geralmente eles iniciam o uso da droga pela curiosidade. Os amigos usam, oferecem para experimentar e eles começam a usar a partir disso aí. Outro ponto importante de influência é o uso de droga por membros da família, que acaba sendo exemplo para os parentes.
“ Pai que usa crack, o filho vai ter muito mais probabilidade de ser um usuário no futuro porque ele é o exemplo que ele tem em casa. A curiosidade e facilidade de acesso junto com esse fato familiar também vão favorecer ‘, ressaltou.
Comparada a outras substâncias, o crack tem um poder enorme de gerar dependência ao usuário, pois a fumaça chega ao cérebro com velocidade e potência extremas. O prazer intenso e passageiro segue-se à urgência da repetição. Em casos de overdose, muitos podem ir a óbito.
A Psicóloga revela que os sintomas do uso da droga são relativos e variam de acordo com cada organismo. Tem pessoas que tem crise de abstinência por conta da falta do uso, além disso, elas podem ter alucinações e crises de convulsões.
O comportamento dos usuários de crack muda rápido e intensamente. Eles abandonam as atividades profissionais, os vínculos familiares, isolam-se dos outros e começam a apresentar sintomas de paranóia. Geralmente, eles também se tornam bastante agressivos com a família. Alguns deles chegam até furtar para conseguir as drogas.
TRATAMENTO
O tratamento oferecido pelo Caps AD é psicossocial através de uma equipe multiprofissional, formada por psiquiatra, psicólogo, terapeuta ocupacional, assistente social, músico terapeuta, educador físico e enfermeiro. O Caps oferece também tratamento com psicoterapia individual, psicoterapia de grupo, oficinas terapêuticas, visando a reinserção social e a reabilitação psicossocial do indivíduo.
Além disso, quando necessário, o paciente tem todo o apoio medicamentoso, principalmente na fase da abstinência para controlar o sintoma da falta da droga. Caroline ressalta que a participação da família é imprescindível no tratamento. “ Quando se tem um usuário no seu lar é muito importante o apoio deles. O apoio não significa aceitar o fato dele usar a droga, mas estar junto e encaminhá-lo para o tratamento adequado “. Ela comenta que em casos que a família isola o paciente do convívio familiar só dificulta o tratamento.
Fonte: site De Olho na Cidade e foto de Valnei Fernandes.
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