sábado, 12 de novembro de 2011

Uso do crack tem aumentado entre os adolescentes, diz coordenadora do CAPS

A Coordenadora do Caps AD,psicóloga Carolina Carvalho (foto) diz que o drama do vício em crack tem se tornado comum em Feira de Santana. Segundo ela, essa demanda tem crescido bastante na cidade, principalmente no meio dos adolescentes, por conta do fácil acesso à droga.

Ela comenta que os motivos que levam uma pessoa a entrar para o mundo do crack são bem relativos. De acordo com alguns relatos no Caps, geralmente eles iniciam o uso da droga pela curiosidade. Os amigos usam, oferecem para experimentar e eles começam a usar a partir disso aí. Outro ponto importante de influência é o uso de droga por membros da família, que acaba sendo exemplo para os parentes.

“ Pai que usa crack, o filho vai ter muito mais probabilidade de ser um usuário no futuro porque ele é o exemplo que ele tem em casa. A curiosidade e facilidade de acesso junto com esse fato familiar também vão favorecer ‘, ressaltou.

Comparada a outras substâncias, o crack tem um poder enorme de gerar dependência ao usuário, pois a fumaça chega ao cérebro com velocidade e potência extremas. O prazer intenso e passageiro segue-se à urgência da repetição. Em casos de overdose, muitos podem ir a óbito.

A Psicóloga revela que os sintomas do uso da droga são relativos e variam de acordo com cada organismo. Tem pessoas que tem crise de abstinência por conta da falta do uso, além disso, elas podem ter alucinações e crises de convulsões.

O comportamento dos usuários de crack muda rápido e intensamente. Eles abandonam as atividades profissionais, os vínculos familiares, isolam-se dos outros e começam a apresentar sintomas de paranóia. Geralmente, eles também se tornam bastante agressivos com a família. Alguns deles chegam até furtar para conseguir as drogas.

TRATAMENTO

O tratamento oferecido pelo Caps AD é psicossocial através de uma equipe multiprofissional, formada por psiquiatra, psicólogo, terapeuta ocupacional, assistente social, músico terapeuta, educador físico e enfermeiro. O Caps oferece também tratamento com psicoterapia individual, psicoterapia de grupo, oficinas terapêuticas, visando a reinserção social e a reabilitação psicossocial do indivíduo.

Além disso, quando necessário, o paciente tem todo o apoio medicamentoso, principalmente na fase da abstinência para controlar o sintoma da falta da droga. Caroline ressalta que a participação da família é imprescindível no tratamento. “ Quando se tem um usuário no seu lar é muito importante o apoio deles. O apoio não significa aceitar o fato dele usar a droga, mas estar junto e encaminhá-lo para o tratamento adequado “. Ela comenta que em casos que a família isola o paciente do convívio familiar só dificulta o tratamento.

Fonte: site De Olho na Cidade e foto de Valnei Fernandes.

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