sexta-feira, 8 de julho de 2011

Macabro: Irmãos acusados de tráfico confessam a morte de jovem; carregaram o corpo em um carro de mão e deixaram um bilhete escrito “ladrão”

Os policiais da Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (DTE) apresentaram Wedson Santos, 21 anos, o “Inha”, a companheira dele, Prisciliane Neri da Hora, 20, residentes na rua Grandaus, no Sítio Matias, Fernando Souza Conceição, 21, residente no bairro Liberdade, um menor de 17 anos e uma garota de 16. Com o grupo, a polícia encontrou cerca de R$ 70, várias pedras de crack e vários dolões de maconha. Wedson assumiu ser dono das drogas e isentou o resto do grupo, fato que não convenceu a polícia.Em entrevista para o Blog Central de Polícia, ele disse que a droga apreendida era sua, usava o lucro para se manter e pagar as contas, inclusive o aluguel de R$ 150, da casa onde mora. “ A sociedade não dá oportunidade após o cara ser preso, eu tinha que pagar as minhas contas ” tentou se justificar e negou que estivesse levando seu irmão menor para o caminho das drogas.

DESCULPAS

Ele também tentou livrar a cara da mulher, da acusação de participação no tráfico de drogas. “ Minha mulher nunca concordou com isso, quem concorda com isso é mulher descarada ” declarou o dono da boca de fumo.

Com a prisão deles, os policiais da 1ª Delegacia descobriram que além da acusação de tráfico, os irmãos são acusados de homicídio. Eles terminaram confessando a morte de um jovem no bairro do Tomba, encontrado enrolado em um tapete e com um bilhete pregado ao corpo.

DETALHES DO CRIME

Os irmãos fizeram confissões ao repórter Denivaldo Costa e informaram os motivos e como transportaram o corpo da vítima sem serem vistos.O menor confessou que a vítima tinha praticado vários furtos, inclusive a bermuda dele. “A gente pegou ele no flaga, roubando na área, além de comprar droga e não pagar. Foi quando eu dei várias facadas nele ” , disse o menor R.S.

Ele também confessou ter escrito o bilhete encontrado com a vítima. “ Foi eu que botei o papel escrito ladrão em cima do corpo, inclusive o tapete em que ele foi enrolado, ele tinha roubado. No mundo da droga é assim, se vacilar o cara desce é de ralo ” declarou friamente.

Wedson, dono da boca confirmou tudo ao repórter Denivaldo Costa. “ Ele tava roubando todo mundo lá na área, e ninguém tava mais agüentando. Minha participação no crime foi dar umas cacetadas nele e levar o corpo no carro de mão, coberto.”

“ A idéia de colocar o nome ladrão em cima do corpo foi minha, mas eu não sei escrever direito, e meu irmão fez isso. Joguei o corpo dele lá, era de noite. Vou ficar rodando com o defunto, que nada cara”, completou.

ENTENDA O CASOFoi identificado no Departamento de Polícia Técnica (DPT) de Feira de Santana, o homem encontrado morto na noite de terça-feira (14 de Junho) no cruzamento das ruas do Telégrafo e Priscila Guimarães, no Sítio Matias. Trata-se de Ítalo Nestor Bispo, que tinha 18 anos e morava no conjunto Feira VII e o reconhecimento foi feito por sua mãe, Raneide Lopes Bispo. Ela informou para a reportagem que o filho já teve várias passagens pela polícia, desde quando era menor de idade e chegou a ficar um bom período internado em uma escola sócio-educativo, no interior do estado. “Lutei tanto para tirar meu filho das drogas, mas não conseguí. Ele chegou há parar um tempo, mas depois voltou”, disse Raneide ao Blog Central de Polícia.

O corpo de Ítalo foi encontrado enrolado em um tapete, com olhos vendados, pés e mãos amarradas e com uma perfuração no pescoço. A polícia encontrou uma faca, próximo ao local do crime.

Ítalo estava trajando apenas uma bermuda e havia um papel afixado no seu corpo com a inscrição: "ladrão", além de uma data e um horário.

A vítima estava desaparecida desde o domingo passado, era usuária de drogas e tinha passagens pela Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR).

Blog Central de Polícia, com informações de Denivaldo Costa

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