quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Advogados Hércules e Dilson deixam prisão e decidem representar contra delegados e juiz

Estão em liberdade os advogados Hércules Oliveira e Dilson Alberto Lopes, que foram presos no dia 10 deste mês, acusados de ajudar na fuga de supostos assaltantes mediante pagamento. Eles foram soltos ontem (21), após 11 dias de detenção na Polinter. Em entrevista ao “Programa Carlos Geilson”, Hércules declarou que sua prisão foi arbitrária, denunciou prática de tortura por parte de delegados e afirmou que dois dos três homens presos acusados de participar de assaltos na região de Cansanção são inocentes.

Segundo Hércules, que é ex-policial civil, o processo envolvendo a ele e seu colega Dilson corre em segredo de justiça, o que lhe impede de apresentar publicamente alguns detalhes. Afirma que não houve tentativa de dar fuga aos suspeitos.

Ele disse que a sua participação e do advogado Dilson, no caso, se deu em virtude de uma solicitação de outro colega, Firmino Ribeiro. “Ele me telefonou dizendo que familiares de um cliente dele que mora no Jomafa, aqui em Feira, estavam sendo vítimas de ameaças em Cansanção. Marcou para que fôssemos até aquela cidade. O próprio Firmino, devido a um compromisso, não pôde comparecer. Fomos eu e Dilson”.

Localizadas as pessoas que estariam sendo ameaçadas, em Cansanção, Hércules disse que se dirigiu, com o colega, à delegacia de Senhor do Bonfim, onde funciona a coordenadoria regional. Perguntaram ao delegado se havia prisão preventiva decretada contra os clientes, o que não teria sido confirmado. Solicitaram então uma data para que fosse feira a apresentação. O delegado alegou que, com o acidente que vitimou 10 pessoas na região, não poderia recebê-los de imediato. Pediu alguns dias.

Segundo Hércules, o grupo se dirigia para Feira de Santana, quando foi interceptado pela barreira da Polícia Civil, determinando a prisão dos seus clientes. "Solicitamos o decreto de prisão preventiva, mas o documento não existia. Nossos clientes foram levados para o Complexo Policial assim mesmo e permaneceram presos, ilegalmente”. O advogado disse que a preventiva dos suspeitos apenas foi apresentada dias depois.

Quanto a prisão dele próprio e do colega Dilson, Hércules disse que a decisão judicial os enquadrou no artigo 348, que trata de “favorecimento pessoal”, um crime de “menor potencial ofensivo” e que não justificaria detenção. Os dois advogados pretendem representar, no Ministério Público, contra o juiz e os delegados de Feira e Senhor do Bonfim.

Fonte: Tribuna Feirense

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