quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Acusado de atropelar e matar suspeito de crime alega que foi acidente; delegado não acredita na versão


O delegado Matheus Souza (foto), titular da 1ª Delegacia de Polícia, ouviu na terça-feira passada (21), o homem acusado de atropelar e matar Éneias Alves dos Santos, um dos suspeitos de um homicídio ocorrido no distrito de Governador João Durval ( Ipuaçú), ocorrido no dia 5 deste mês, quando Alessandro Santos e Santos, de 19 anos, morreu com vários tiros. Após o crime, Enéias teria sido perseguido e atropelado por um dos amigos de Alessandro. Internado no HGCA, Enéias, não resistiu e faleceu no dia 10 de setembro.

O motorista atropelador, Joel Marques da Silva, 27 anos disse na delegacia que conduzia o veículo Fiat Strada, tentando fugir e causou o acidente.

“Ele nega que conhecia a vítima (Alessandro), que faleceu na festa e segundo ele, quando ouviu os tiros fugiu”, disse o delegado Matheus. A autoridade policial informou que não acredita nessa versão. “Ele praticou o homicídio como forma de revidar os tiros sofridos pelo amigo na festa e vamos buscar provas e apresentar à justiça”, frisou o delegado.

“Isso não deixa de ser homicídio. A diferença é que passa a ser homicídio de trânsito, pois acreditamos no homicídio doloso, proposital”, finalizou Matheus Souza.

RELEMBRE O CASO
Morreu na sexta-feira (10), no Hospital Geral Clériston Andrade, onde estava custodiado Enéias Alves dos Santos, que residia no conjunto Feira IX. Ele era acusado de ter participado, no domingo passado (5), de um crime no distrito de Governador João Durval Carneiro (Ipuaçú), que vitimou Alessandro Santos e Santos, 19 anos, com vários tiros. De acordo com informações, o jovem participava do aniversário do amigo Mailson Rosário de Jesus, quando foi surpreendido por quatro homens que chegaram em duas motos. A vítima morava na Fazenda Capim, naquele distrito.

A polícia apurou que familiares da vítima seguiram os matadores e um dos suspeitos foi atropelado quando estava em uma mototcicleta. O atropelado foi identificado como Enéias e estava sob custódia no HGCA, mas não resistiu e faleceu. Policiais militares que dão plantão no hospital informaram que o quadro clínico dele não era bom e que ele delirava muito. Acredita-se que a polícia civil vai investigar a morte de Enéias como homicídio, pois de acordo com as autoridades, não se pode fazer justiça com as próprias mãos. O corpo de Enéias Alves dos Santos foi encaminhado ao Departamento de Polícia Técnica.

Redação do Central de Polícia
Foto: Divulgação

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