quinta-feira, 10 de junho de 2010

Policial é punido por trabalhar corretamente na Bahia


Lamentavelmente a prática de ingerência política continua na Bahia e quem pensava que no governo Wagner isso acabaria, se enganou redondamente. Isso acabou de acontecer na esfera policial envolvendo a transferência de um oficial da PM que estava fazendo um bom trabalho, mas que teria sido contra atos eleitoreiros de políticos. O fato em questão envolve a saída do coronel Souza Neto do comando da Polícia Militar de Serrinha. Confira abaixo a nota completa do site Política Livre sobre o assunto:

Desentendimento com ex-deputada e prefeito petista derruba comandante da PM de Serrinha

Um desentendimento com a ex-deputada estadual Eliana Boaventura (PP) e os prefeitos de Tanquinho, Jorge Flamarion (PT), e de Pé de Serra, Idelfonso Vitório (PP), teria sido o responsável pela transferência do coronel Souza Neto do comando da Polícia Militar de Serrinha para a Corregedoria da corporação, em Salvador.

A mudança, publicada no Diário Oficial da última terça-feira, causou grande comoção na região, mas já era praticamente esperada. Considerado um policial durão, Souza Neto vinha se insurgindo contra a exploração política do ato de entrega de viaturas pelo governo do Estado em sua jurisdição.

Há cerca de dois meses, ele mesmo decidiu entregar o equipamento no município de Santanópolis, numa festa organizada na Câmara Municipal da cidade em que a principal protagonista deveria ter sido Boaventura. A ex-deputada governista teria perdido a oportunidade de faturar sozinha o ato.

Preparada para ser a única oradora do evento, Eliana foi surpreendida por um discurso de Souza Neto. Começava aí a desgraça dele. A defesa intransigente da PM como instituição apartidária teria rendido ainda atritos do PM com o petista Flamarion e o progressista Vitório.

Pé de Serra é uma das bases eleitorais do deputado estadual Roberto Muniz, do mesmo partido de Eliana. Depois de vencer a dividida com os prefeitos no sentido de não permitir uma farra política com a entrega das viaturas, Souza Neto viu policiais que o auxiliavam serem transferidos sem o seu consentimento.

Então, sua fama de policial “anti-governo” já corria solta nos principais gabinetes da administração estadual. “Souza Neto só estava defendendo a instituição do exagero dos políticos num ano eleitoral. Todo mundo sabe que ele não tem lado, que defende a PM”, disse ontem um colega do policial ao Política Livre.

Pelo visto, o governo – e o comando da PM junto – não entendeu assim.

Rivaldo Ramos, com informações do Política Livre

Um comentário:

  1. Se eu sou atendido pelas corregedorias, muito mais o policial deve ter condições de entrar com ação contra a truculência do Estado.
    Sei que polical militar está acostumado à hierarquia, mas nada impede de ele buscar justiça, como um simples cidadão.

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