O repórter Luiz Santos foi conduzido para o Complexo de
Delegacias do bairro Sobradinho, após sofrer uma abordagem por parte da Polícia
Militar, quando estava com sua esposa fazendo compras no Centro de
Abastecimento, no início da manhã desta terça-feira (15).
“Um constrangimento muito grande. Chegamos por volta das
seis da manhã, no Centro de Abastecimento, como fazemos costumeiramente para o
nosso pequeno comércio em Feira de Santana, quando parei o carro só para trocar
de motorista e minha esposa levar o carro, a viatura já estava atrás de mim, já
desceram da viatura me xingando, me chamando de homossexual, vagabundo, mau
elemento e que por isso os assaltos acontecem no Centro de Abastecimento, por
conta de elementos como eu”, relatou Luiz.
Luiz ressaltou que foi desacatado e desrespeitado. “Eles
diziam: 'você merece ser assaltado' e começaram as palavras,. Eles que disseram
que foi desacato, mas eu que fui desacatado e quando disse que não era assim
que se tratava um cidadão, eles disseram: ‘você não é cidadão, você é um
elemento’”, disse.
O repórter afirmou que não se identificou como radialista,
que os policiais verificaram documentação, o veículo e não encontraram nenhuma
irregularidade. “Decidiram me conduzir no fundo da viatura, o tempo todo eu
tentando dialogar e eles dizendo: você não fale nada, você não é meu irmão, é
um elemento”, destacou.
Luiz Santos informou ainda que várias pessoas presenciaram o
ocorrido, mas o mesmo não sabe se essas testemunhas teriam coragem de prestar
depoimento.
Os policiais responsáveis pela abordagem truculenta são da
Base Comunitária da Rua Nova.
Resposta de Adelmário Xavier
O comandante do Comando de Policiamento Regional
Leste (CPRL), coronel Adelmário Xavier, comentou o ocorrido. “A Polícia Militar não
trabalha desta forma. Acredito que isso merece ser apurado, já informei ao
major Lúcio e deve ser apurado com todo rigor. Ele constatando as palavras do
repórter Luiz Santos os policiais serão responsabilizados com certeza. A
gente não compactua com este tipo de coisa, eles não estão agindo como foram
orientados, como foram formados, não foram orientados para isso. Quero lamentar
o fato e dizer que estamos apurando”, declarou.
Sindicato dos Radialistas emite
nota a respeito do ocorrido. Leia na íntegra:
NOTA À IMPRENSA
O Sindicato dos Radialistas de
Feira de Santana rechaça veementemente a atuação de policiais militares que
atuaram na condução à Delegacia do radialista Luiz Santos, após se envolver
numa ocorrência de trânsito no interior do Centro de Abastecimento, na manhã
desta terça-feira (15).
Luiz Santos, que atua na Rádio
Sociedade de Feira (AM), é mais uma vítima do abuso de autoridade praticado
contra os cidadãos, embora, claro, essa não seja a orientação do alto comando
da Polícia Militar.
Diante de tais fatos, a diretoria
do Sindicato dos Radialistas de Feira de Santana apresenta a sua solidariedade
ao profissional, como também oferece todos os seus serviços disponíveis aos
associados e não associados, a exemplo de apoio jurídico e psicológico.
Valter Vieira
Fonte: Portal Bom Dia Feira, com imagem reprodução.
Por isso q a cada dia q passa a pm vem perdendendo a credibilidade da populacao,repugnante esta atuacao dos pms.
ResponderExcluireverdade marcia
ExcluirIsso e uma falta d respeito.com um ser humano nao.so pelo fato dele ser radialista mas pela forma dele ter sido mal tratado pelos pms.sei q nao foi isso q eles aprenderam na formacao
ResponderExcluirPois bem este caso veio a público por se tratar de um radialista, mais muitos outros casos acontecem todos os dias sem qui se chegue ao conhecimento do comando da polícia militar e ao conhecimento do povo, o "policial" servidor público leiam e entendam servidor público, muitos deles acham que por estar atuando na área de fiscalizador das leis se atrapalham e acham qui nao fiscalizam e sim as fazem, em uma abordagem nao se pode conversar nem dialogar, que é desacato, se te xingarem e vc retrucar tentando se defender de uma má abordagens é desacato, se espirra é desacato, gostaria qui a balança da lei pesasse igual e onde existisse o desacato; qui o abuso também se fisesse valer e tivesse o mesmo peso e a mesma importância perante aos superiores de tais 'fazedores de leis' se esse não é compactuando com comandantes qui sejam fiscalizados e punidos, nao com tapinhas nas costas e sorriso de canto de boca.
ResponderExcluirIsso por que foi um radialista , mais existe muitos polícias que vestem a farda e acham que estão acima de tudo , principalmente da lei , esquecem que são servidores públicos ou seja servirem o público a sociedade , proteger o cidadão e o tratar com lápidez e cordialidade , faço parte dessa família mais não compactuou com ações desse tipo . Bandido deve ser tratado como tal e o cidadão como e de direito .
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